Diversos casos de escândalos corporativos mostram que a falta de uma ferramenta qualificada para Canal de Ética contribuiu para fraudes, corrupção e assédio não identificados a tempo, resultando em perdas financeiras e danos reputacionais graves. A seguir, relacionamos algumas notícias de conhecimento público e notório:

SEC (EUA) multou 7 empresas por violarem regras de proteção a denunciantes (2024). As empresas foram multadas por contratos de trabalho ou cláusulas de rescisão que restringiam o direito de funcionários denunciarem violações, totalizando ≈ US$ 3 milhões em penalidades.

Mostra internacionalmente a importância de permitir denúncias e garantir proteção ao denunciante, sem um canal/estrutura adequada, empresas podem ser penalizadas por silenciar quem denuncia. 

Decisão da 11ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (2024) 

Empresa foi condenada a pagar indenização por danos morais a funcionária vítima de assédio moral e sexual, além de ter de adotar medidas preventivas de combate à violência de gênero. 

Quando não existe um canal de denúncias estruturado e confiável, abusos podem se perpetuar, o caso revela consequências legais e financeiras para empresas negligentes. 

Dados públicos de julgamentos do Tribunal Superior do Trabalho (2020-2023) 

Entre 2020 e 2023, foram julgadas 419.342 ações de assédio moral ou sexual. Apesar dos números, muitos casos sequer chegam a denúncia formal. 

Esse volume evidencia que assédio e abuso no trabalho são comuns, e que sem um canal de denúncias seguro e acessível, a maioria das vítimas não denunciará, perpetuando o problema.

Por que isso acontece?

  • Sem canal de denúncias, irregularidades ficam ocultas por mais tempo.
  • Funcionários recorrem à imprensa ou redes sociais, aumentando o impacto negativo.
  • A empresa perde a chance de agir preventivamente, o que resulta em multas, processos judiciais e perda de confiança.

Conclusão

Os exemplos mostram que a ausência ou ineficácia desse mecanismo foi fator decisivo para que problemas internos se tornassem crises públicas. Hoje, legislações como a Lei 14.457/2022 no Brasil exigem canais de denúncia justamente para evitar esses riscos.